Balançam o saco, os brotos
E causam asco
Tão ignotos
Como se fossem garotos
De programa num sábado
Como se fossem antigos bordões
Confiam mais nos seus tacos
E nos volumosos culhões
Do que na dignidade
E no poder afetivo
Valem-se da masculinidade
Para manter o agressivo
Domínio do macho
(Os ovos baixos)
E o que ressalta
É a testosterona em alta
Que faz o que faz:
De um simples rapaz
Um animal feroz!
Ainda que "analfa"
Um fodedor veloz
Um macho alfa
Cuja meta é que meta e aconteça
Pois se fiam mais
No que tem entre as pernas
Do que dentro da cabeça.
Mas, afinal, de que vale culhões
Em corpos sem corações?