ROMEO - O Casarão de Bruma

Por: angela-garcia-911 12/07/2026 1236 leituras
Capa do conto
A guerra estava ainda longe de seu auge, mas a destruição já era grande. Cidades haviam sido destruídas, bombas, incêndios e escassez de alimentos. No vilarejo de Bruma nada havia sobrado apenas um grande casarão com uma pequena plantação ocupada pelo exército. A casa isolada pela mata e pela destruição servia de ponto de abastecimento de mantimento de tropas e como ponto estratégico para reuniões entre os grandes líderes da batalha.
No casarão moravam apenas 4 soldados, eles revezam na manutenção da plantação, na proteção dos mantimentos e munições e no contato com as bases avançadas da guerra.

O líder do Casarão de Bruma se chamava Lomar, 31 anos, filho de árabes com alemães, tinha a pele morena e os olhos claros como o céu, seu corpo musculoso foi talhado nas batalhas, ele era muito sério e reservado. Os soldados que ocupavam a casa eram Milo, exímio atirador, completou 25 anos no campo de batalha, ele era responsável pelo paiol do casarão moreno de pele branca, era o mais sorridente, Sami também de 25 anos era cuidava da comunicação da casa com as tropas, era quem mantinha o humor da casa elevado e não tinha pudores em exibir seu corpo musculoso e seus cabelos ruivos, Michel de 23 anos, filho de uma francesa e um mercador árabe, se destacava pela altura e pelo corpo escultural, era responsável pela horta e pela segurança da casa, ajudando os demais em diversas tarefas.

Um alto membro do exército havia ido até o Casarão de Bruma atender as solicitações dos soldados. Ferramentas de manutenção, higiene, revistas, música, a lista era variada e extensa e buscava suprir os desejos daqueles jovens soldados isolados na guerra. Antes de se retirar com a lista de pedidos, Lomar pediu para incluir mais um.

“Traga uma jovem. Estes soldados estão em batalha e não deveriam estar em guerra com os próprios hormônios. Uma mulher seria útil na cozinha e para os soldados.”

Dois dias depois, ao avançar a tropa sobre um vilarejo, o tal capitão do exército buscou entre as famílias do território inimigo, uma jovem que pudesse ser útil para seus soldados. Após invadir todo o vilarejo, apenas foram encontradas 5 pessoas, um casal de idosos, um lenhador, uma freira e um jovem que estava escondido na colheita.

O jovem de cabelos negros, pele bastante branca e os lábios rosados. Sua feição angelical e seu corpo chamaram a atenção do capitão. Com o prazo se esgotando para retornar com os pedidos do Casarão de Bruma, ele resolveu levar o jovem para servir à pequena tropa.

Junto com armas e mantimentos, o jovem foi levado em uma viagem de três dias até Bruma. Ao chegar no Casarão Lomar não entendia o que aquele garoto estava fazendo parado junto às cargas.

- Não existem jovens em um raio de 200km.
- Mas o que Farei com ele Capitão?
- Utilize a mão de obra do rapaz na cozinha e na plantação.
- E sobre os soldados. Eles precisam de uma mulher.
- Estamos em guerra Lomar. Façam o que acharem melhor.

Discordando da chegada de mais um ocupante na casa, Lomar designou que Sami levasse o jovem para tomar um banho e que desse roupas limpas do alojamento. O corpo sujo de lama e fuligem se libertou pelas água esquentada pela caldeira da casa, revelando a pele clara e suave e um corpo forte e ao mesmo tempo delicado. Sami limpava um rilfe, mas acompanhava disfarçadamente ele se secar no alojamento. Michel adentrou ao alojamento vendo o corpo despido do jovem e estendeu o braço para cumprimentá-lo.

- Seja bem vindo. Me chamo Michel, e você?
- Romeo.

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