Sem cerimônias

Por: lucas-33 • 12/07/2026 • 207666 leituras
Capa do conto

Hoje sem receio, invadiria teu cobertor
Hoje sem cerimonia, te cheiraria como a uma flor.
Hoje, seria delicado e a beijaria
Hoje, seria safado e a provocaria

Dos teus ''lábios'' eu provaria o mel
E teus sentimentos, levaria ao céu
Mas ,não sou santo
Sem cerimônia, invadiria teu canto

Te abraço de leve, feito um cavalheiro
Mas a minha ''arma'' desperta, como a de um guerreiro
Agora, nada de sonhos, pensamento ou imaginação
Agora sou lobo, sou vontade, sou excitacao...

Teu corpo estremece
Meu corpo enrigece
Tua pele exala um odor instigante
Minhas mãos em teu corpo, se tornam inquietantes

Exploro, uso e abuso
Sim, ''sem cerimônias'' vou adiante
Encaixo, te puxo e desliso , numa sensação enebriante

Suas entranhas me ''mordem'', me aquecem, me pedem
Pulso, empurro e te puxo de jeito
A mistura de Lobo e presa, num encontro perfeito

Aos poucos, a presa se entrega àquela ''tara animal''
Remexe, contorce e emite sons sem igual
O lobo a come, devora , violenta sua carne e sua alma

Palavras e sussurros ao ouvidos, sem significado.
E quem precisa entender. e quem quer entender?!
Se nos basta o contato, o toque o ''abuso'inteiro''.
Até que ambos desfalecem, vencidos e reallizados
Até que novamente o lobo se torne outra vez o ''cavalheiro''

Sua imaginação também tem espaço aqui.

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