Sessão das 14h

Por: pedro-404 • 09/07/2026 • 195964 leituras
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Era uma quarta-feira qualquer. Shopping quase vazio, corredor silencioso. Entrei na sessão das 14h por impulso, só pra fugir do calor e matar o tempo. Filme qualquer. Sala escura, som potente, ar-condicionado gelado. Dei preferência ao fundo da sala, como sempre.

Ela chegou minutos depois.

Morena clara, uns 35, talvez 40 anos. Corpo encorpado, vestido leve, óculos escuros pendurados na gola da blusa. Trazia um refrigerante grande e uma pipoca pequena. Me notou no canto e, com a sala praticamente vazia, sentou duas poltronas ao lado da minha. Poderia ter ido pra longe. Não foi.

Luz apagou. O filme começou. E o silêncio ali dentro passou a vibrar de outra forma.

Aos poucos, percebi que ela olhava de lado. Primeiro rápido, depois com mais insistência. A tensão foi se instalando como fumaça. Cruzei as pernas, ajeitei o corpo, e senti quando ela deslizou discretamente pra poltrona ao lado.

Sem dizer nada, apenas ficou ali. Próxima. Quente. A respiração leve, o joelho roçando no meu.

Fingi que assistia ao filme, mas só pensava nela.

Minha mão, apoiada entre os assentos, tocou de leve o pano do vestido dela. Ela não recuou. Só descruzou as pernas, devagar, e deixou que minha mão deslizasse pela coxa macia. O tecido subiu. A pele dela estava quente, viva, arrepiada. Quando toquei com mais firmeza, ela soltou um suspiro curto. E abriu as pernas.

No escuro, minha mão encontrou a calcinha dela. Fina, úmida. O calor dali era quase sagrado. Deslizei os dedos por cima do tecido, sentindo o volume pulsando por baixo. Ela se contorcia de leve na poltrona, mordeu o dedo, e encostou o quadril em mim, num movimento claro de “continua”.

Sem tirar a calcinha, afastei o pano para o lado e enfiei dois dedos de uma vez. Ela travou o corpo, engoliu o gemido. Comecei um vai e vem lento, molhado, profundo. A vagina dela sugava meus dedos como se implorasse por mais. Meu pau já estava duro, latejando sob a bermuda, e ela logo levou a mão até ali, apertando com firmeza por cima do tecido.

Ela se inclinou, desabotoou a minha bermuda e puxou com cuidado, sem pressa. O som do filme abafava tudo. Meu pau ficou exposto no escuro. Ela o segurou com as duas mãos e começou a masturbar devagar, enquanto rebolava na minha mão.

A gente não falava. Só respirava junto, como se cada segundo fosse único.

Ela estava ofegante, o corpo todo se mexendo contra meus dedos. Quando gozou, mordeu o lábio com força, se inclinando sobre mim, e sussurrou rouca:

— Agora deixa eu cuidar de você...

Abaixou o rosto e abocanhou meu pau com firmeza, lábios quentes, língua girando com vontade. Me chupava ali, entre as poltronas, como se não houvesse mundo. E eu gozei em silêncio, com os olhos fechados, a mão na nuca dela, sentindo a boca me levar até o limite.

Quando o filme terminou, ela se ajeitou, limpou os cantos dos lábios com um lenço e disse, sorrindo:

— Às vezes, a melhor parte do filme... é o intervalo.

E saiu da sala sem olhar pra trás.

Sua imaginação também tem espaço aqui.

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