Realidade contra fantasia, nos desejos do corpo, nem sempre podemos realizar
Descobri agora, na velhice, depois de muito anos, obstante aos catorze, quinze, ter começado nas peripécias do prazer que o nossos corpos podem nos dar, que as aventuras sexuais já vivenciadas - não poucas - não são satisfatórias para o presente,nem há como realizá-las na sua totalidade. Não é somente um orgasmo, porém como chegar nele.
Recordo nos tempos da pré adolescência, a descoberta do gozo, que foi acidental, mais mágico... Era uma tarde de calor e estava em casa minha mãe e minha irmã, três anos mais nova. Já bem imaginam que essa minha irmã, que irei chamar de Ana, foi a minha iniciação nas fantasias sexuais, nos prazeres que a carne nos dá.
Voltando ao dia, observei minha mãe no fundo do quintal, mexendo na horta de casa. Chamei a Ana para o quarto onde estava. Submissa, passiva, toda minha putinha, veio na hora atender-me. Confesso que aos meus quinze anos nada sabia de sexo, de uma relação, de orgasmo, de uma masturbação! Ainda bem, pois, soubesse, teria feito muito estrago. A cena foi básica: Ana no seu vestido rosa, pela metade das coxas, deixou-se ser encostada contra a guarda da cama, permitiu levantar-lhe o vestido, baixar sua calcinha rosa e deixar levar meu pau duro contra sua nádega. Segurando-a na cintura, esfrega com desejo, com gosto, apertando-a e levando os dedos na sua barriga... Meu mundo de prazer era isso! Entretanto, nessa vez, ocorreu meu primeiro orgasmo! Senti o corpo contorcer, uma sensação estranha, um medo de ter feito algo errado. Apertei o pau com a mão, colocando-o dentro do calção e corri ao banheiro. Estava todo melado na cueca, com uma sensação gostosa, mas por não saber, temendo ter feito algo de ruim com a minha irmãzinha.
Recordo ter prometido nunca mais tocar na minha irmã. Com certeza, no dia seguinte já estava fazendo o mesmo, como em outras diversas oportunidade, onde, a cada vez, uma descoberta. Irei aos poucos relatar do passado dos anos 70 ao presente, mostrando essa fantasia de sensualidade que o corpo proporciona, obstante não conseguirmos atender.