Mas, há um dia, sabe-se lá por qual toque mais intenso ou consciência do poder que detém na transa, ela não apenas murmura, sussurra, geme, crava as unhas no peito do amante, mas, estronda e grita e chora e soluça e berra. É o sexo em alto e bom som saindo pelos poros tão intensamente, freneticamente em estrondo vocal. Este grito é o prazer do prazer. O transe da transa.
Pode ser que haja -eu desconheço- sinfonia mais bela e excitante que o gemido masculino associado ao grito feminino em toda sensualidade aflorada, com toda a sexualidade aguçada.
É neste dia do grito que após inundada na vagina, ela se põe de joelhos sobre os lençóis, curva o corpo, arrebita o quadril, expõe inteiras as nádegas, tateia buscando o membro do homem e sugere sem palavras que quer ser penetrada, ainda que doa, por trás. E murmura, e sussurra e geme e rebola querendo e recebendo a verga no vácuo fervente, liso e apertado. O transe da transa anal. E o grito feminino, som intenso de maravilhosa sinfonia une-se ao perfume do corpo, ao cheiro do amor em transe, ao gozo indescritível.