Trote de marido, não de amante

Por: sofia-294 • 18/07/2026 • 21550 leituras
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Eram 8 horas da noite e meu marido não estava em casa. Tocou o meu celular e era uma ligação restrita. Senti um frio na espinha, e a presença do fantasma do meu amante Rogério, que faleceu há uns meses. Mas o “vivo” que estava do outro lado poderia ser um tarado. Atendi para uma voz meio rouca, mas não totalmente desfigurada:

? Mulher, você é minha! Vem pro papai!

Pobre coitado! Merecia que eu o deixasse falando sozinho, mas não se tratava de um trote comum, já que disse:

? Te pego aí, na rua Flor de Lotus, quadra 15, lote 22 da cidade de Londrina.

Essa descrição aparece no meu talão de água. Vejam só, bastaria ligar os pontos: o tarado era meu marido, restando saber o motivo da brincadeira. Comecei desenvolver a investigação:

? Que tipo de tarado gosta de uma cantora desafinada como eu?

? Tu é cantora? Então canta, que essa alma necessita de ilusão!

? Preciso que acabe comigo hoje, para que não sobre nada para meu marido.

? Será que ele merece, que eu te pegue de todas as formas?

? Claro! E parece que você e ele têm algo em comum. – Pensei e não falei: gostar de putas adúlteras.

? E o que é?

? Não me chamar pelo nome.

? Desculpe, Samantha! Não resisti.

? A sua voz, meu psicopata, parece a do meu marido com faringite. Quer que eu use a lingerie de tigresa?

? Não vai ser possível, já que ela está aqui para abafar o som.

? Me quer totalmente pelada, como há 8 anos?

? Foi há 7 anos e dez meses.

? É que eu pensei que tu fosses anterior a ele.

? Isso depende da pegada de hoje. Pode ser que acabo de surgir na tua vida.

? Então, abre essa porta de uma vez, homem!

Meu marido entrou pela porta da sala. Calcinha na mão esquerda e celular na direita. Me envolveu pelos braços, como há muito não fazia. Eu, incorporando a tigresa, o empurrei para o sofá. Coloquei o pé no peito dele e não deixei levantar. Depois, rasguei a sua camisa e risquei as suas costas, soltando de vez a felina.

Não precisava quebrar tudo, mas algumas coisas foram para o chão, abajur e bibelô, para dar dois exemplos. Ele correspondeu à fúria e me pegou de jeito, me envolvendo com as mãos, alisando-me todas as partes. Estou vivendo um luto de meu suposto amante. Suposto para meu marido, ainda vivo na minha mente. Meu marido perguntou:

? Você vai me ser fiel de hoje em diante?

? Vou continuar como antes. Gosto da tua medida, que me dá prazer!

Ele carcou o pau, na minha perseguida super lubrificada. Mas, a medida que eu citei, claro é do seu cartão de crédito: 9 x 5 cm. De qualquer forma, ele deve saber e, sabe como proceder. Chifre mal dado é infortúnio superado.

Depois da foda alucinante, metida para marcar terreno, demonstração de autoridade, perguntou:

? Vai continuar com as apresentações, Samantha?

? Se o senhor fizer questão, sim.

? Saiba que faço! – concluiu assim.

Sua imaginação também tem espaço aqui.

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