Quando meu pai chegou em casa era por volta de 10:00 horas da manhã junto com a namorada dele, ele tinha buscar ela que estava na casa da mãe. A gente se cumprimentou e eu gostei bastante dela. Nós conversamos brevemente ali na cozinha e depois fui para o meu quarto.
Ufa, estava aliviado por eles não perceberem nada. Depois do almoço, o jonas iria vim trabalhar com meu pai no galpão. Eu pensava nele o tempo todo, eu queria estar com ele a todo momento.
Por volta de 14:00 O jonas chegou e ele foi direto para o galpão trabalhar, pois meu pai já estava aguardando ele. Eles trabalharam a tarde inteira e eu as vezes ia até a varanda pra ver ele.
No final tarde, quando ele estava quase indo embora me mandou uma mensagem:
"Vem aqui no galpão, estou aqui te esperando".
Eu esperei meu pai entra em casa e ir para o banheiro, e então fui até o galpão nos fundos do sítio, eu mal enxergava pois já estava ficando escuro. Quando cheguei perto da entrada, eu ouvir ele assoviar pra mim e eu fui em direção dele. Eu mal entrei no galpão e ele já me pegou pela cintura e me beijou. Em seguida falou:
- Você tá bem? Passei o dia pensando em você.
- Sim, eu também passei o dia pensando em você - Eu respondi sorrindo.
- Conhecer você foi a melhor coisa que já aconteceu comigo, eu não vou aguentar ficar longe de você - ele falou com um tom sério e gentil.
- Eu não quero ficar longe de você, eu amo você - eu respondi.
- Eu nunca vou te deixar, eu te amo tanto meu amor - ele falou passando a mão no meu rosto.
Nós estávamos prestes a sair do galpão, então ele me deu um beijo longo de despedida. De repente eu escuto um grito de susto, era a Adriana, a namorada do meu pai. Ela pegou a gente no flagra. Nessa hora eu gelei, fiquei sem reação e o Jonas também, nós ficamos ali nos encarando por uns segundos, em seguida a Adriana falou:
- Ah, desculpa - e saiu de lá.
Eu olhei desesperado para o Jonas e falei:
- E agora? Acabou, meu pai vai me matar se ela falar.
- Amor, calma, acho que ela não vai dizer nada sem antes falar contigo - ele falou tentando me acalmar.
O jonas ficou tentando me acalmar me abraçando.
- É melhor eu entrar, não sei o que esperar dela, eu preciso conversar - eu falei com um tom eufórico.
Nós saímos do galpão e o Jonas foi embora. Entrei em casa me tremendo todo, com medo da reação da Adriana. Ela estava no quarto com meu pai conversando e pelo que ouvir não tinha nada haver com o que acabará de acontecer, eu passei direto para o meu quarto e tranquei a porta.
Eu tentava pensar em outras coisas, mas nada tirava da minha mente que meu pai poderia descobrir a qualquer momento.
O jonas me ligou e ficou tentando me acalmar e ficamos conversando por uns 10 minutos. Enquanto eu estava deitado na cama, bateram na porta do meu quarto. Nossa, meu coração disparou nessa hora, era a Adriana me chamando para jantar. Eu abrir a porta do quarto e ela e meu pai já estavam se servindo e sentando.
Durante o jantar eu não dei uma palavra se quer, o meu pai e a Adriana conversavam o tempo todo e pelo jeito ela não tinha dito nada pra ele. No final do jantar o meu pai levantou e foi até a varanda e nessa hora eu também levantei e fui até a pia onde a Adriana estava lavando a louça e falei:
- Adriana, eu sei o que você viu, mas não conta nada para o meu pai, eu preciso conversar com ele primeiro - falei com um tom nervoso.
Eu fiquei ansioso esperando resposta, então ela disse:
- Relaxa, eu não vi nada, nem vou falar nada, tá tranquilo - ela falou com um tom gentil e calmo.
Nesse momento eu senti um alívio, ufa.
- Obrigado - eu falei.
Eu toquei no ombro dela e sair. Entrei para o meu quarto e liguei para o Jonas para contar. Quando eu contei ele também me disse que sentiu um alívio e que queria me ver, marcamos um encontro para o dia seguinte. Mais uma vez ele disse que me amava e eu respondi o mesmo.
Eu fui dormir tranquilo e feliz. Na manhã seguinte eu acordei e tudo parecia tranquilo, as marcas roxas no meu pescoço diminuiram um pouco e a dor que sentia também, o jonas ainda não tinha chegado para trabalhar, ele estava atrasado. O meu pai já tinha ido para o galpão. Quando eu ia começar a tomar o café da manhã eu percebo o meu pai entrando em casa e parecia um pouco alterado, com um olhar de preocupação, então ele disse algo que eu desejei nunca ter ouvido:
- Ei, o Jonas sofreu um acidente sério, o Alberto (Tio do jonas) acabou de me ligar.
Eu larguei a xícara do café e senti um calafrio, meu coração disparou e senti uma imensa vontade de chorar. Eu estava em choque, eu nunca senti tanto medo como naquele momento. E agora ?
Continua...
Obrigado por continuarem acompanhando a história, desculpem a demora pra postar essa parte, já estou escrevendo a parte 8. Estamos caminhando para a reta final, não deixem de acompanhar as proximas partes. Em breve a parte 8.