Violência e iniciação sexual 20 (Nascimento da paixão)

Por: carla-319 10/07/2026 116203 leituras
Capa do conto

Caio acariciava os cabelos de Arthur que apoiado em seu colo, realmente chorava. Era a primeira vez que estava tão vulnerável em seus braços, aquilo não agradava pela situação, mas, ao mesmo tempo, se sentia preenchido por dar a ele o consolo que ele precisava.
Você ainda vai ser Pai. E vai ser um lindo pai.
Arthur não respondeu, apenas se aninhou mais no colo de Caio. Ficou um tempo em silêncio em um soluço rouco, até que sua voz saiu embargada:
Ela não quer falar comigo, o que eu fiz a ela? Me fala, o que eu fiz?
Caio não sabia o que dizer, nem como dizer e nem se havia algo a dizer. Mas, ele sabia que a relação de Arthur e Milene era algo sólido. Por mais que Arthur sentisse algo por ele, também sentia algo por ela. De fato, ela ofereceu a ele um mundo, quando as dúvidas de sua bissexualidade afloraram e ele contou isso para ela. Sim, Arthur havia dito para ela, que se envolveu com um cara e que ele o havia marcado, Caio saberia daquilo mais a frente, não naquele dia. E ainda sim, ela o aceitou, entendeu a sua condição, quando nem mesmo Caio, como gay, foi capaz de entender. De fato um bissexual sofre uma pressão dupla, seja dos gays, pois é visto como se estivesse em um armário e dos héteros pois é considerado enrustido. Naquele momento, porém, nada daquilo passava pela cabeça de Caio, a única coisa que entendia era o fato dela ter sido a parceira que ele (Arthur) precisou quando Caio escolheu o Erik.
Ela está vulnerável, você precisa entender.
E eu, não, o filho era nosso Caio, nosso caralho.
Calma Arthur.
Ele encarou Caio, ficando lado a lado com ele.
Mano eu só quero estar ao lado dela, entende? Eu só queria apoiá-la.
O melhor apoio que você pode dar a ela, está na sua compreensão. A mulher não só espera um bebe, ela sente ele se formando dentro dela a cada dia. Ela passa por sensações físicas que alteram seu corpo e as sensações que ele experimenta, que nós jamais conseguiremos sentir. Dê tempo a ela.
Você tá certo.
Sempre estou.
Tá se achando né?
Aprendi com você.
Os dois riram e Arthur se deitou de novo no colo de Caio.
Obrigado princesa.
Caio estava afagando seus cabelos.
Odeio quando você me chama assim.
Eu tenho certeza disso
Caio sorriu com os lábios olhando para o céu escuro e ficou ali com o homem que amava em seu colo.

                                    *************

Passaram-se algumas semanas, Milene não conseguiu superar a dor, estava até fazendo tratamento com um psicólogo e começou a tomar remédios controlados. Ela não só afastou Arthur, como terminou com ele, também trancou o curso, pois não conseguia se concentrar em nada. Arthur por sua vez, também ficou deprimido, faltava a quase todas as aulas, e as que frequentava estava sempre distante. Ale e Caio tentavam contornar sua situação, colocando seu nome nos trabalhos em grupo ou dupla, todavia, suas notas estavam bem abaixo do esperado.
Uma sexta feira, Caio chegou em casa de uber, tinha bebido todas para comemorar que havia sido aprovado em cálculo, ele e Ale estavam muito ferrados, mas graças a um trabalho em grupo, conseguiram passar. Assim que saiu do carro viu uma cena que cortou a sua alma. Arthur estava sentado em seu portão com uma garrafa vazia de 51, parecia estar dormindo. O rapaz do uber ao ver a cena, até perguntou se Caio queria ajuda, ele afirmou que estava tudo bem e foi acordar em Arthur:
ei, ei….
Arthur se mexeu meio sonolento:
Me deixa dormir, mãe.
Não sou sua mãe, levanta vem.
Caio também já meio tonto, tentou levantar Arthur e os dois quase caíram, se ele não tivesse se apoiado no portão. Entraram cambaleando, sua mãe que sairá da cozinha, vendo a cena ajudou caio a levá-lo até seu quarto:
O que houve?
Não sei mãe, ele estava aqui no portão quando cheguei.
O senhor está bêbado, né?
Ah mãezinha, deixa o esporro para amanhã, eu passei em cálculo tinha que comemorar.
A mãe de Caio sorriu.
Pelo menos estuda, que bom. Amanhã você não me escapa, vou pegar uma toalha e um short do seu pai, dá um banho nele.
Eu vou dar banho nele?
Você já viu esse menino pelado, muitas vezes, para de graça.
Mão pelo amor de deus..
Eu já disse que faço gosto, ele é lindo. queria ter netinhos com esse cabelo dele.
Pelo amor da deusa, a senhora não existe.
Os dois riram e a mãe do caio saiu, voltando momentos depois com um calção de seu marido e uma toalha. Caio estava sentado na cama acariciando o cabelo de Arthur e tomou um susto quando sua mãe voltou.
Dá um banho frio nele, boa noite.
Caio tirou a roupa de Arthur e o levou para o box, assim que água fria caiu no corpo de Arthur ele foi recobrando a consciência e falou com a voz embargada
Desculpa.
Não fala nada, só me ajuda a te ajudar.
Arthur saiu do banho e foi para o quarto meio cambaleando, Caio tirou sua cueca e colocou o chuveiro no quente, estava bêbado, mas o banho frio nunca foi seu forte. estava de costa, quando uma voz falou da porta do banheiro
Estava com saudade de ver esse corpo.
Caio sorriu e o mandou vazar do banheiro. Assim que saiu, viu Arthur sentado a beira de sua cama:
Desculpa, quer que eu vá embora.
Quero que você fique aqui para sempre.
Arthur se levantou meio tonteando e puxando a toalha da mão de Caio, o beijou, segurando sua bunda em seguida.
Eu vim aqui, porque depois do meu filho, você é o que eu mais amo.

Eu juro que estou com muita vergonha, de verdade, achei que daria conta de encerrar a história a uns três contos atrás, mas não foi possível. Estou escrevendo pelo celular e nos intervalos de minhas atividades. Peço perdão para aqueles leitores mais exigentes que criticam erros de concordância ou mesmo as questões de pontuação, que às vezes me escapam. Enfim, um abraço a todos e gratidão pelas criticas, pelos comentários que enxergam a história, para além da minha incapacidade de transmitir tudo que senti quando Caio me contou sua vida.

Aos meus leitores fiéis:

Enfim é isso e adoro vocês. Khaleb você é o máximo, espero tomar uma gelada com você quando tudo isso acabar. Jeffbran obrigado pelo carinho, beijo na sua boca. Renantridantas você é lindo, amo como você se identifica com Caio em certas coisas e o quer matar as vezes, me vejo em você. Elfinhoguloso branco lindo, gratidão por ler cada linha. Danyel 870, mano, pensei em você em cada linha deste conto, estou super atarefado, mais, escrevi pensando em ti. Morsolix eu nao tenho palavras para dizer o quanto amo seus comentários, obrigado pelo carinho, teria gosto em conhecê-lo.

Sua imaginação também tem espaço aqui.

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