Pois bem, que já leu meus outros relatos viu que muitos são casos homossexuais, nem todos. Como é que se entre neste mundo?
Cada um tem um caminho próprio. Minhas lembranças vêm da infância. Quando bem novo não se sabe sobre sexo. No jardim de infância acho que a primeira vez que fiquei, digamos, apaixonado foi por um menino louro bonitinho. Tinha seis e ele cinco. E eu tinha vontade de abraça-lo. Não me passava pela cabeça que isto fosse sexual.
Depois eu tive uma experiência, nesta idade, com dois meninos um pouco mais velhos que arriaram meu short e me fizeram sentar no colo, entrando seus pauzinhos em minha bunda. E ainda botaram as piquinhas em minha boca. Gostei, mas não sabia a o que era.
Logo descobri que aqui era dar a bunda e quem fazia isto era viado! Já tinha ouvido que ser viado era o fim do mundo, feio e errado. Mas...
Continuei com brincadeiras, chamadas de meia, em que um botava no rabo do outro. Na verdade nem entrava, mas era gostoso. Nesta época senti algo como paixão por algumas meninas. E a turma da meia dizia que quem dava e comia não era viado. Lá pelos dez anos paramos, fora do pequeno círculo ninguém sabia e começamos a achar que isto não era, bem, não era coisa de homem.
Acho que meu interesse por sexo começou cedo e só pensava em um dia comer uma mulher, coisa que só aconteceu ao quinze, claro, na minha geração se começava por putas.
Mas as coisas foram mudando e as meninas “direitas” começaram a dar.
Continuei com mulheres e casei. Já contei aqui que a primeira experiência homossexual foi com um travesti (Primeira vez já casado). Depois fiquei um tempo só com mulheres, mas um dia sai novamente com um travesti e depois disto, não parei mais.
Acho que muitos trepam com travestis porque, bem, não é bem transar com homem, são “quase mulheres”, acho. E mesmo dando a bunda a sensação é de que não somos viados...
Como relatei (Começando) fiquei muito tempo nesta história sem achar que era viado.
Com a internet a coisa mudou. Passei a entrar em bate papo, cheguei a pegar mulheres por lá, mas também fui olhar os chats de bissexuais. É que, aos poucos, dizer que era hétero e que com travesti era só brincadeira, não era verdade para comigo mesmo. Então achei que ser bissexual me descrevia melhor.
Uma vez um cara mais velho que eu, tinha cinquenta e poucos e eu quarenta e poucos, me disse que tinha conseguido dar numa sauna. E tinha dado logo para três. Achei legal e foi quando resolvi ir saunas. Coisa que já contei aqui. Mas fiz amizade virtual com um cara de minha idade e começamos a falar do que fazíamos. Eu já estava transando com homens nas saunas e descobri que se as vezes enrabava um travesti, com homem só gostava de pagar boquete e ser enrabado. E fui ficando meio “viciado”.
Também comecei a pegar homem num site e ir a hotéis. Mas se me dissessem que eu era viado, iria reagir meio zangado.
Mas meu amigo virtual começou a falar que suas experiências com homens era atos homossexuais. E me deu conta de que eu era homossexual. Por que não bi? Sei lá. Com mulheres, e nesta época transava com muitas, eu era hétero. Mas ao estar com um homem eu era homossexual e sendo passivo, era viado.
A partir daí passei a me considerar viado e a gostar de ser e me sentir assim. Não deixei de gostar de mulher e, neste caso, era hétero. Mas aos poucos fui gostando mais de ser viado do que ser hétero. Gosto de mulheres, de seus corpos, adoro ver mulher nua, estar com uma e sentir sua pele na minha, fazer oral nelas, penetra-las, senti-las gozando. Mas é diferente a sensação com homem.
(Continua)